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VIVER E CONVIVER COM QUE TEM HIV/AIDS. ASSIM NÃO PEGA. PARTICIPE DESSA CORRENTE.

Site reúne histórias de quem enfrenta a aids

10/12/09

Histórias de superação ao preconceito e às dificuldades enfrentadas por quem vive ou convive com HIV/aids ganham espaço na internet. Lançado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro, o site Vidas em Crônica (www.aids.gov.br/vidas) reúne textos de quem se deparou com a doença desde o início dos anos 1980. Quem quiser se juntar às experiências pode enviar seu relato de enfrentamento à doença e à discriminação a soropositivos. Além de promover a redução de estigma, o espaço visa a estimular a produção literária de fatos que marcaram a epidemia de aids, sob a ótica de pessoas que vivem ou convivem com HIV/aids.


Cáceres é referência para Mato Grosso no tratamento da aids

08/12/09

Para a técnica da Coordenadoria Estadual de DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria Estadual de Saúde, Vera Lucia Gonçalves, Cáceres é referencia para o Estado de Mato Grosso no tratamento de HIV e AIDS. A revelação foi feita durante o evento que marcou a comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, realizado na Praça Barão do Rio Branco pela prefeitura através da Secretaria de Saúde, do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e do Serviço de Assistência Especializada (SAE).

De acordo com a técnica da SES, a equipe coordenada pela servidora Vanderly Muniz é tida como uma das mais eficientes no combate a AIDS. “Fiz questão de estar presente para dizer que o trabalho feito em Cáceres serve de referência para todo o Mato Grosso”, revelou.

A eficiência da equipe do CTA também foi atestada pelo vice-prefeito Wilson Kishi e pela primeira-dama Gisele Fontes, que marcaram presença no evento.

A primeira-dama disse que o trabalho do CTA é motivo de orgulho há muitos anos. Ele destacou a dedicação da equipe, que em sua opinião, faz um trabalho sério e persistente.

Já o vice-prefeito afirmou que os bons resultados do trabalho do CTA, em parte, é fruto do modelo de gestão que ele e o prefeito Túlio Fontes estão empreendendo, dando total autonomia para que todos os setores da prefeitura possam desenvolver suas atividades.

Portadora do vírus HIV há dozes anos, a jornalista Kátia Damasceno, 52, fez um depoimento emocionante. Ela contou como foi contaminada pelo namorado e como aprendeu a conviver com a doença. Kátia diz que o maior inimigo do portador do HIV é o preconceito.

Durante o evento, o secretário de Saúde, Luiz Landim destacou o desprendimento da prefeitura que foi uma das primeiras do Estado a difundir a campanha de combate a AIDS desenvolvida pelo Ministério da Saúde para este ano. “Apesar de termos poucos recursos, fizemos um esforço para colocar a campanha na rua porque entendemos a sua importância”, explicou.

Para a coordenadora do CTA, Vanderly Muniz, a comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e a coroação do trabalho realizado ao longo do ano. “Realizamos capacitações e atendimentos para centenas de pessoas de Cáceres e da região. Foi um ano muito produtivo”, revelou.

Acompanhado por centenas de pessoas, o evento em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, contou com apresentações artísticas, palestras e uma mesa redonda formada por especialistas em várias áreas. A parte cultural contou com as performances humorísticas de Bastiana Cacerense e Juca e Tenório. A platéia também se encantou com o espetáculo do transformista Lucy Taylor.

Integraram a mesa redonda: Dr. Luiz Carlos Pieroni- Médico do CTA/SAE, Drª Ana Cristina Amaral Torres - Pediatra, Dr. Apolo Polegato Freitas Filho – Médico Urologista, Drª Flávia Garcia - Médica Ginecologista Obstetra, Dr. Emerson Oliveira – Médico Neurologista, Drª Cibele Hasmann – Dermatologista e Drª Rejany Fiorini – Psicóloga do SAE. Durante meia hora, eles fizeram depoimentos e responderam diversas perguntas feitas pelo público.

O evento foi encerrado pelo Grupo Mania, que fechou a noite com um show de pagode que envolveu o publico até o inicio da madrugada.


Beijo na boca não transmite o vírus da aids

07/12/09

As reações contrárias ao beijo da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids 2009, mesmo que isoladas, indicam que ainda há um grande caminho para se percorrer sobre o tema do preconceito e da discriminação contra as pessoas soropositivas. Informações incorretas como a de que o beijo transmite o HIV só colaboram para aumentar o estigma que cerca a doença e para negar a essas pessoas o convívio social pleno.

Ao contrário do que alguns veículos de comunicação noticiaram desde o lançamento da campanha, beijo na boca não transmite o vírus da aids. Líquidos corporais, tais como suor, lágrima e saliva concentram apenas anticorpos contra o HIV e partículas virais não infectantes (fragmentos de proteínas virais).

As formas de transmissão do HIV, cientificamente comprovadas até o momento, são por meio do contato direto com fluidos genitais masculinos e femininos (sexo vaginal, anal ou oral desprotegidos), pelo sangue (transfusão de sangue não testado e pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas) e pelo aleitamento materno quando a mãe vive com o HIV.

Não existe nenhum caso descrito na literatura científica em todo o mundo que comprovadamente tenha demonstrado que o beijo transmitiu o HIV.
Nesse sentido, as campanhas e ações de prevenção da transmissão do vírus devem ser direcionadas para as reais exposições de risco. Qualquer mensagem que reforce o preconceito contra soropositivos deve ser desmistificada.

Foi com base nessas evidências científicas que o Ministério da Saúde optou por usar o beijo como símbolo da aceitação, do acolhimento e da proximidade, perfeitamente possíveis entre casais sorodiscordantes – quando só um dos parceiros é soropositivo.


No Dia de Luta Contra a Aids, 4 testes dão positivo em João Pessoa

02/12/09

No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de dezembro, a população de João Pessoa recebeu preservativos e pode realizar testes rápido para diagnóstico de HIV. Quem foi ao Parque Solon de Lucena também conheceu melhor as formas de prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o coordenador da Seção DST/Aids, Roberto Maia, foram realizados 160 testes rápidos e gratuitos. Quatro desses resultados deram positivo, índice que preocupa. "A incidência de pessoas vivendo com HIV em João Pessoa é de 0,5%. No caso da manhã de hoje, a incidência foi de 2,5%, um aumento 400%", comentou.
 
Maia disse que os quatro casos que deram positivo foram de homens entre 20 e 70 anos. "O que tem que ser feito já esta sendo feito", lembra Maia. Como ações preventivas, ele destacou a distribuição gratuita de preservativos e o teste, feito gratuitamente. A distribuição de preservativos acontece em todas as unidades de saúde da família e no CTA e o teste rápido pode ser feito no CTA, no Cais Cristo, e nas unidades de saúde de Cruz das Armas e do Róger. Além do teste rápido, tem o teste que o resultado sai entre oito e dez dias, que é feito no CTA e no Clementino Fraga.
 
O coordenador da Seção DST/Aids esclareceu que este ano o foco especial da campanha é para mulheres com idades entre 30 e 60 anos, pois esse grupo está com maior número de casos registrados desde 2005. "Hoje não existe mais grupo de risco, e sim comportamento de risco. As mulheres contaminadas vivem relacionamentos estáveis e foram contaminadas por seus parceiros, e é preciso um trabalho de conscientização dentro das famílias", afirmou o coordenador.


Maria do Carmo, 38 anos, se enquadra nesse perfil e não se importou em esperar pela sua vez de fazer o teste. "Precisamos cuidar da nossa saúde e quanto mais cedo eu descobrir se tenho alguma coisa, mais cedo eu começo a me tratar", afirmou a dona-de-casa. O teste rápido demorou cerca de 10 minutos para ficar pronto e foi entregue individualmente, num local reservado, acompanhado por um profissional da Secretaria de Saúde.
 
Até o mês de setembro de 2009, mais de 78 mil testes de HIV foram realizados na Capital, um aumento de 500% em relação ao último levantamento, em 2004.  Em outubro, a SMS realizou uma oficina para o plano para Elaboração do Plano de Ações e Metas (PAM) no combate ao HIV e doenças sexualmente transmissíveis para o ano de 2010, que pretende estabelecer a descentralização do sistema de coleta de exames HIV e programar uma política de prevenção e tratamento das DST/AIDS dentro dos presídios e terreiros de umbanda, além de aumentar o trabalho de educação sexual nas escolas.


Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids aborda preconceito contra soropositivos

01/12/09

Quem vive com HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar, fazer sexo com camisinha, como todo mundo. Apesar de a rotina ter de se adaptar aos medicamentos e consultas, o mais difícil é ter que conviver com o preconceito. Para ajudar a mudar essa realidade, o Ministério da Saúde lança nesta terça-feira, dia 1º de dezembro, a campanha publicitária com o tema sobre o preconceito e estigma, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Um beijo, protagonizado por um jovem com HIV e uma jovem que não tem o vírus, marca o filme de 30 segundos que faz parte da campanha, cujo slogan é: “Viver com aids é possível. Com o preconceito não”. Símbolo de amor e amizade, no campo da aids o beijo assume outras conotações. Mostra que não se transmite o HIV dessa forma, que pessoas soropositivas podem e devem se relacionar, entre elas ou com sorodiscordantes (uma positiva e outra não).

Na mesma ocasião será lançada a revista AZT – a vida continua. A publicação traz 13 histórias reais que retratam a superação ao preconceito e às dificuldades enfrentadas por quem vive ou convive com HIV/aids. Resultado do concurso nacional Vidas em Crônicas, os textos vencedores representam uma homenagem às pessoas que, em três décadas de epidemia, convivem com o preconceito por causa do vírus.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia primeiro de dezembro, é a data sugerida pelas Nações Unidas para reforçar o compromisso político dos governos para que o mundo reflita sobre as questões que envolvem o viver com o HIV. O mundo todo está voltado, nessa data, para as ações desenvolvidas pelos países, principalmente o Brasil, cuja política na área é globalmente reconhecida.

Estima-se que 630 mil pessoas estejam infectadas pelo HIV no Brasil, sendo que mais de 200 mil estão fazendo uso do tratamento oferecido pelo SUS. A política de acesso universal aos medicamentos adotada pelo Governo Brasileiro vem possibilitando, ao longo dos anos, a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids.

Confira as peças da campanha e as fotos da cerimônia.


O mapa da aids no Brasil

01/12/09

Em queda nos grandes centros urbanos, epidemia cresce no interior do país.
De 1997 a 2007, a taxa de incidência cresce em municípios com menos de 50 mil habitantes

Os grandes centros urbanos do país – onde estão concentrados 52% dos casos de aids – registraram queda de 15% na taxa de incidência da doença entre 1997 e 2007. Nesse mesmo período, a incidência nos municípios com menos de 50 mil habitantes dobrou, revelando que a epidemia caminhou para o interior do país. Em 1997, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes era cerca de oito vezes menor do que a registrada nas cidades com mais de 500 mil pessoas. Em 2007, essa relação caiu para três vezes.

A análise foi realizada pelo Ministério da Saúde, que elaborou um panorama detalhado dos casos de aids nos 4.867 municípios brasileiros onde já foi notificada, pelo menos, uma ocorrência da doença. O perfil da epidemia está no Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, a ser divulgado nesta quinta-feira, 26 de novembro.

Em municípios com mais de 500 mil pessoas, houve decréscimo da taxa de incidência, entre 1997 e 2007, de 32,3 para 27,4 notificações por 100 mil habitantes. Ao longo desses dez anos, 24 dos 39 municípios com mais de 500 mil habitantes registraram queda significativa na taxa incidência ou se mantiveram estáveis. Como essas 39 cidades são responsáveis por 283.191 casos de aids (52% do total de casos acumulados), mudanças ocorridas ali têm impacto maior para a conformação da epidemia.

No mesmo período, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes passou de 4,4 ocorrências em 1997 para 8,2 em 2007. O conjunto das 4.982 cidades com menos de 50 mil habitantes (90% dos municípios brasileiros) concentram 34% da população e 15,4% dos casos de aids identificados no país, em 2007.

 “O mapa permite conhecer as diversas epidemias existentes no país e fornecer aos gestores locais os instrumentos para que eles possam adequar as respostas à sua realidade”, afirma a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

Municípios de médio e grande porte – Dos 100 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior taxa de incidência de aids, os 20 primeiros da lista estão no Sul. A primeira colocada é Porto Alegre (RS) com taxa de incidência de 111,5 por 100 mil habitantes, seguida por Camboriú (SC) com 91,3.

A tendência de crescimento de aids nas cidades menores e queda nas maiores confirma-se nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Mas, Norte e Nordeste apresentam um perfil diferente. Ocorre aumento da taxa de incidência, quando se compara 1997 com 2007, tanto em municípios grandes quanto em pequenos.

“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia, no Brasil, é concentrada”, destaca Mariângela Simão.

Dados gerais – De 1980 a junho de 2009*, foram registrados 544.846 casos de aids no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de aids. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas no país.

Dos casos de aids acumulados de 1980 até junho de 2009, a região Sudeste é a que tem o maior percentual (59,3%) do total de notificações, com 323.069 registros da doença. O Sul concentra 19,2% dos casos, com 104.671 notificações; Nordeste (11,9%), com 64.706; Centro-Oeste, (5,7%), com 31.011; e Norte (3,9%), com 21.389. Dos 5.564 municípios brasileiros, 87,5% (4.867) registram, pelo menos, um caso da doença. A distribuição percentual de casos de aids por região de residência em 2007, quando comparada à distribuição da população brasileira no mesmo ano, apresenta um quadro interessante, principalmente para as regiões Nordeste e Sul: 28% da população brasileira residia no Nordeste em 2007, enquanto que somente 17% dos casos de aids foram identificados nessa região, no mesmo ano. O oposto ocorre no Sul, onde se concentrava 15% da população e 24% dos casos foram identificados. Nas demais regiões, a proporção de casos se assemelha à distribuição populacional.

Sexo e faixa etária – A razão de sexo (número de casos em homens dividido por número de casos em mulheres) no Brasil diminuiu consideravelmente do início da epidemia para os dias atuais. Em 1986, a razão era de 15 casos de aids em homens para cada caso em mulheres. A partir de 2003, a razão de sexo estabilizou-se. Para cada 15 casos em homens, existem 10 em mulheres.

Chama atenção a análise da razão de sexo em jovens de 13 a 19 anos. Nessa faixa etária, o número de casos de aids é maior entre as meninas. A inversão vem desde 1998, com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre homens, a taxa de incidência em 2007 foi de 22 notificações por 100 mil habitantes e nas mulheres de 13,9.

Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos. A taxa apresenta tendência de crescimento a partir dos 40 anos em homens e dos 30 em mulheres, comparando-se 1997 e 2007.

Formas de transmissão – De forma geral, no segmento de homens que fazem sexo com homens (HSH), ocorre uma tendência de estabilização na proporção de casos. A média é de 28% da proporção de casos registrados entre os homens, a partir de 2000.

Entre jovens gays na faixa etária de 13 a 24 anos também houve aumento na proporção de registros – passou de 29,0%, em 1997, para 43,2%, em 2007.

Dentre as estratégias de enfrentamento à aids, a política de redução de danos brasileira tem conseguido alcançar resultados significativos. A transmissão por drogas injetáveis apresentou uma acentuada queda no número de casos da doença, tanto em homens quanto em mulheres. Entre eles caiu de 22,6%, em 1997, para 7,4%, em 2007. Nas mulheres, a queda foi ainda maior: de 10,2%, em 1997, para 2,6%, em 2007.

Em 2007, entre adultos do sexo masculino, na categoria de exposição sexual, há maior transmissão entre heterossexuais (45,1%). Na categoria sanguínea, a transmissão é maior entre usuários de drogas injetáveis (UDI – 7,4%). Em mulheres, o predomínio da forma de transmissão é heterossexual em toda a série histórica. Em 1997, a infecção por meio do sexo desprotegido era responsável por 88,7% dos casos. Em 2007, esse percentual alcançou 96,9%.

Mortalidade – O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no país, a partir de 2000, em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes. Nos últimos oito anos, as mortes por aids em homens caem e em mulheres mantêm-se estáveis. Em 2000, foram registrados 3,7 óbitos por aids em cada 100 mil mulheres. Em 2008, o coeficiente foi de 4,1. Em homens, há diminuição de óbitos a partir de 1998 (de 9,6 registros por 100 mil habitantes, em 1998, para 8,1, em 2008*).

Transmissão vertical – O Brasil reduziu em 41,7% a incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos de idade. O coeficiente de mortalidade também caiu cerca de 70,0% (em 1997, o coeficiente de mortalidade era de 2,0 por 100 mil habitantes, caindo para 0,6, em 2007). A queda na taxa de transmissão da mãe para o bebê é resultado dos cuidados no pré-natal e pós-parto. A taxa de incidência de aids nessa faixa etária é utilizada para monitorar rotineiramente a transmissão vertical do HIV, pois praticamente representa o total de casos (93,9% das notificações). De 1984 a junho de 2009 foram identificados 13.036 casos de aids em menores de cinco anos.

Sífilis congênita – De 1998 a junho de 2009, foram notificados 55.124 casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) em menores de um ano de idade no Brasil. São registrados, em média, 5 mil casos da doença a cada ano. A estimativa do Ministério da Saúde, contudo, é de que ocorram 12 mil notificações anualmente. Dos casos registrados em 2008, 39% (2.150) foram no Sudeste, 33,9% (1.872) no Nordeste, 13,4% (739) no Norte, 7,3% (403) no Sul e 6,3% (342) no Centro-Oeste. Em relação ao número de mortes em consequência da sífilis congênita, em 10 anos o país registrou 976 óbitos.

A partir de 2005, os casos de sífilis em gestantes também passaram a ser registrados. Do início da notificação até 2008, foram identificados 19.608 casos de mulheres grávidas com sífilis, sendo 6.955 só no ano passado – a estimativa é de que se contabilizem cerca de 48 mil mulheres grávidas com sífilis anualmente. Com o objetivo de diminuir a subnotificação de casos de sífilis tanto em mulheres quanto em bebês, estados e municípios pactuaram com a gestão federal a melhoria da qualidade da informação sobre a doença, na Programação das Ações de Vigilância em Saúde (PAVS), em 2007.

Para reduzir as taxas de transmissão vertical do HIV e da sífilis, o Ministério da Saúde lançou, em 2007, o Plano Nacional de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis. O documento traz metas para redução dessas taxas até 2011. A intenção é aumentar o número de testes de sífilis realizados em gestantes de 2,1 milhões para 4,8 milhões. No caso dos testes anti-HIV, o quantitativo passará de 1,4 milhão para 2,3 milhões.

Do ponto de vista da saúde pública, o principal desafio no combate à sífilis é a transmissão vertical. Durante a gravidez, a doença pode provocar aborto e morte do feto. Já sua manifestação congênita acarreta malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros, para a criança. No caso do HIV, a transmissão vertical pode ocorrer durante a gravidez, no parto e nos primeiros meses de vida do bebê, por meio da amamentação.

Os exames para detectar a sífilis e o HIV estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). As chances de transmissão vertical de sífilis congênita podem ser eliminadas e a infecção por HIV pode cair para 1%, se adotadas medidas adequadas de prevenção e tratamento.

*dados preliminares

Confira outros dados do Boletim Epidemiológico  PDF [426 KB]

Evolução da taxa de incidência dos 39 municípios com mais de 500 mil habitantes entre 1997 e 2007   PDF [12 KB]

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